Século XIX é tema do Encontro de Historiadores em Rio das Flores

Organizado com apoio da Secretaria de Turismo e da Florestur, o evento também tem por objetivo divulgar a história da região  

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Fazenda do Paraízo, em Rio das Flores, é um dos monumentos históricos da região.

O município de Rio das Flores, RJ, que no passado foi um dos maiores produtores de café do país, sediará o I Encontro dos Historiadores e Pesquisadores da História do Médio Vale do Paraíba Fluminense, no dia 22 de setembro, sexta-feira, a partir das 9h30. Organizado pelo grupo de pesquisas O Vale do Paraíba e a Segunda Escravidão e apoio da Florestur, Associação Rioflorense de Turismo e da Secretaria de Turismo, o encontro é gratuito e aberto ao público, e tem como intuito integrar os estudiosos do tema e potencializar o conhecimento sobre a história da região.

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Fazenda União, localizada no município, possui casarão históricos que refletem a vida e hábitos do  século XIX.

Um dos tópicos abordados será a divulgação da história do Vale do Café, especialmente no século XIX, quando a produção cafeeira foi responsável por sustentar a economia do Brasil. “Há muito que se conhecer sobre a história do Vale. O Brasil se tornou independente e construiu um Estado nacional sobre bases materiais e sociais, em sua maior parte, derivadas do café”, comenta Ricardo Salles, integrante do grupo organizador do evento. Ele enfatiza a importância em reconhecer que esse desenvolvimento se deu às custas do trabalho escravo afro-brasileiro, uma violência sem precedentes em solo nacional, e de uma monocultura extensiva. “Entender o Vale, o café e a escravidão é central para compreender a história do Brasil no século XIX”, ele define.

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O historiador Adriano Novais, caracterizado durante a visita histórica, será palestrante no Encontro.

Dentro da programação haverá uma mesa redonda com os historiadores Adriano Novais e Annibal Magalhães, que falarão sobre economia, transporte e comunicação no século XIX. Fechando as atividades, acontece o lançamento do livro póstumo do escritor Paulo Lamego, intitulado “No fio da barba”, ficção sobre tropeiro que transportava café entre os municípios de Rio das Flores e a Baixada Fluminense.

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A Igreja de Santa Teresa D’ávila é conhecida por ter realizado o batizado de  Santos Dumont.

Com economia voltada à agricultura e pecuária e crescente investimento no turismo, a Secretária de Turismo de Rio das Flores, Solange Novaes, acena para os possíveis ganhos decorrentes de eventos desse tipo:  “Sua realização é muito importante, pois além de trazer profissionais estudiosos da nossa história, irá evidenciar o potencial da região para o turismo, cultura e atividades relacionadas ao seu valor histórico”. O presidente da Florestur, Marcos Macedo, completa: “Nossa atuação no turismo é muito pautada pelo turismo histórico cultural, sendo assim, eventos que valorizam a história são fundamentais para seu fortalecimento”.

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Antiga tulha na Fazenda do Paraízo: A história é contada através da arquitetura.

Além do reconhecimento da região por seu potencial histórico e turístico, Macedo pontua o sentimento de pertencimento por parte da população como um dos grandes benefícios do encontro. “A participação da população no evento, assim como de historiadores do município, aumenta a sensibilização em relação às questões turísticas e ao patrimônio local. Isso é fundamental para que as pessoas abracem a cidade e se reconheçam como parte da história e de toda a agenda turística que o município tem”.

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