Descubra a relação de um dos maiores autores de música erudita com a região Vale do Café.
Uma das composições mais conhecidas de Heitor Villa chama-se “O Trenzinho do Caipira”, retrato do interior do Brasil rural do início do século XX, época em que o principal meio de transporte era a ferrovia.

Composta na década de 30, o “Trenzinho do Caipira”, que chama a atenção por reproduzir o movimento de uma locomotiva com instrumentos de orquestra, é o último movimento da Bachianas Brasileiras nº 2.
Bachianas Brasileiras é uma série de nove composições de Heitor Villa-Lobos em que eles mescla o folclore brasileiro (em especial a música caipira) às formas pré-clássicas no estilo de Bach.
Supõe-se que a inspiração veio das inúmeras viagens de trem que fez pelo interior do sudeste, passando por cidades do Rio, São Paulo e Minas e admirando belas paisagens, dentre elas as do Vale do Café.
Mas vai além a relação de Villa-Lobos com a região. Seu pai, Raul, que foi o responsável por apresenta-lo à música erudita, tinha um gosto refinado, apesar da origem simples.
Um dos motivos vem provavelmente por sua formação. Por causa de um padrinho, Raul teve acesso à uma formação de qualidade até o secundário, o que era raro na época. Formou-se no colégio Brandão, em Vassouras, RJ, mudou-se para o Rio e trabalhou na Biblioteca Nacional.
O interesse por música e diversos outros assuntos eram constantes na vida do intelectual, que tocava violoncelo e clarinete e era assíduo em apresentações de ópera e concertos, várias vezes acompanhado pelo pequeno Heitor.
Assim, além de uma linda composição que enaltece a ferrovia brasileira, mais motivos para nos encontrarmos com Villa Lobos na região do Vale do Café.
